Está tudo na literatura, por enquanto!



Se você não vai ler, alguém vai ler por você, ou pior, alguém pode dizer que leu sem jamais ter lido e você não vai saber.

Na Ortodontia isto significa que o seu senso crítico ficará fragilizado. Aliás, não é só na

Ortodontia, em qualquer área do saber precisa-se estar em dia com a literatura específica para que se possa entender sobre algum assunto com profundidade.


Novos materiais, técnicas aperfeiçoadas, teorias inovadoras e muito mais podem ser

apresentados como grandes novidades, mas que na verdade nem são tanto assim.

Como saber? A literatura responde.


Todos os anos centenas de artigos científicos são publicados em revistas ortodônticas. Nem todos são de alto nível, mas todos foram revisados. Isto significa dizer que os manuscritos passaram pelo crivo de algum ou alguns revisores e editores. O que os torna menos susceptíveis de falhas. Somados ano a ano o número de trabalhos científicos com conteúdo importante é considerável.


A internet tornou o acesso a esse imenso mundo bibliográfico muito mais fácil. Pode-se

pesquisar sobre qualquer assunto sem sair de casa. O que no passado só se dispunha em bibliotecas de universidades renomadas, hoje está na ponta dos dedos. De alguma forma você encontra o que está procurando sem ter que se deslocar para ter acesso.


E o que isso significa?


Significa que podemos nos vacinar contra o fantástico mundo do inacreditável. Afinal, no nosso caso, a Ortodontia tem uma vasta literatura que comprova ou desaprova milhares de modalidades de tratamento. Não precisamos ser expectadores passivos dos gurus ortodônticos. Pode-se comprovar facilmente a veracidade de qualquer informação sem muita dificuldade.


O que deve causar estranheza não é o novo e sim a falta de conhecimento do antigo. A

maturidade da Ortodontia é a melhor vacina para que não sejamos dragados pelo canto da sereia. Sabendo o que já está alicerçado fica mais fácil de desvendar as vantagens e

desvantagens das novidades.


As inovações são sempre bem-vindas, afinal, sem elas não há avanços em nenhuma área do saber. Mas prudência nunca fez mal a ninguém, principalmente quando a usamos baseadas em evidências científicas, que estão confortavelmente aconchegadas na sempre amiga literatura.


Viva a Ortodontia!

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